Bairro da Brandoa

Bairro da Brandoa

 

A Quinta da Brandoa – origem do topónimo – seria pertença, em 1575, de Jerónimo Vaz Brandão e, mais tarde, de sua filha Maria Brandoa.

Era habitada em meados do século XIX por D. Diogo de Mesquita e quatro criados.

À sua venda em 1941 à família Freitas sucede-se a venda em lotes, já por outros titulares, em 1958.

Numa época de forte migração interna de fuga ao mundo rural, a Quinta da Brandoa constituiu a resposta possível às necessidades de habitação de agregados familiares financeiramente pouco favorecidos mas agora mais perto do sonho de uma vida melhor – perto da Capital.

A característica das construções de génese clandestina refletem ausência de planificação em que cada dono do seu bocado de terra construía a seu modo e de acordo com as suas capacidades económicas, não sem perder de vista a possibilidade de retirar proveito desse investimento quer por venda ou aluguer. Eram maioritariamente construções de 2 ou mais pisos, com escada interior e sem caixa para elevador.

Até ao início dos anos 70 não havia saneamento básico, eletricidade, água canalizada ou qualquer equipamento social. Todavia, o número de residentes continuava a aumentar.

Abril de 1974 deu à população da Brandoa, como a todos os portugueses, a capacidade reivindicativa até então cerceada e surgiram os movimentos espontâneos de cidadãos, em comissões de moradores, nomeadamente, que começaram a levar a cabo as lutas necessárias à satisfação das suas necessidades mais básicas.

A Freguesia da Brandoa foi criada em 1980, já inserida no Município da Amadora (antes Oeiras) e era constituída por 7 bairros: Brandoa, Azinhaga dos Besouros, Casal de Alfornelos, Rua de Alfornelos, Urbanização de Alfornelos, Bairro 11 de Março e Quinta da Lage. A partir de 1983 é criado o Gabinete Técnico de Recuperação da Área Urbana da Brandoa cujo objetivo e recuperar e legalizar os prédios construídos

É nesta fase que se instalam equipamentos sociais, escolas, equipamentos desportivos, a igreja e uma delegação do Centro de Saúde da Venda Nova.

Em 1997 e fruto de reorganização administrativa do Município da Amadora, a Freguesia da Brandoa, antes constituída por 7 bairros passa a 3: Brandoa, Casal de Alfornelos e Rua de Alfornelos. Reduz-se assim o número de cidadãos recenseados de 35 500 para cerca de 16 000, numa área de 220 Ha.

Em 2002 com a aprovação do PROQUAL (Programa Integrado de Qualificação das Áreas Suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa) para a Brandoa procedeu-se à requalificação sócio urbanística, deste modo a criação de um Centro de Juventude, um Centro Cívico que integra um Centro de Dia e Centro de Convívio e Lazer, neste equipamento instalaram-se associações da Brandoa, um Pavilhão Desportivo e criou-se o Jardim Luís de Camões com zonas envolventes, um novo Mercado, uma nova escola que integra creche, jardim de infância, ATL e 1º Ciclo do Ensino Básico, espaços verdes ou públicos urbanos, equipamentos para a terceira idade, o Parque Urbano da Paiã, ligações rodoviárias e ligações ao nível da rede viária entre o troço da Brandoa – Falagueira e o Casal da Mira.

Em 2013 de acordo com nova reorganização administrativa aprovada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro a Freguesia da Brandoa foi extinta tendo dado lugar à Freguesia de Encosta do Sol que também integrou a extinta Freguesia de Alfornelos.